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Iluminação de Interiores – Método
das Cavidades Zonais Autor: Paulo Eduardo Mota
Pellegrino – 06/05/2006 Introdução Convém ler calma e
atentamente essa introdução e até recomendo sua releitura antes de iniciar os
itens subseqüentes. Isto porque esta parte pretende apresentar uma visão geral
do que virá a seguir numa forma compacta e não muito detalhada pois nosso
enfoque tem por objetivo fornecer as informações necessárias para se executar
um projeto de iluminação para interiores. Isso pressupõe que você conheça
alguns dos termos de luminotécnica como, por exemplo, fluxo luminoso,
intensidade luminosa, curvas isolux, etc. No site http://www.fazfacil.com.br/IluminacaoGlossario.htm
pode-se encontrar um glossário de A a
Z dos termos elétricos utilizados em
iluminação. Juntamente com alguns dos fatores citados no texto apresentamos
entre parênteses suas iniciais em inglês, para facilitar uma possível pesquisa
na internet. Por exemplo, caso você deseja saber mais sobre o fator Depreciação do recinto com a sujeira (RSDD),
digite no site de pesquisa “RSDD illumination”. Os cálculos de um projeto
seriam extremamente simples se toda a luz produzida por uma lâmpada atingisse a
área de trabalho sem que apresentasse perdas na luminária, não houvesse
reflexão e absorção de parte dessa luz pelas superfícies (parede, teto, piso)
do recinto, as superfícies permanecessem sempre limpas, as lâmpadas queimadas fossem
imediatamente substituídas, e outras situações ideais que sabemos não existir na realidade. Para exemplificar esse
cálculo simples suponhamos que queremos determinar a quantidade de lâmpadas
necessárias para iluminar um recinto com área de 57,75m2, com uma
iluminância média de 450 lux e o fabricante informa que a lâmpada que iremos
usar apresenta, quando nova, um fluxo de 3350 lumens. Nota: (lux)=(lumens/m2). Fácil, fácil... numero de lâmpadas Infelizmente o projeto não é
tão simples assim. Existem fatos e mais fatos que afetam o fluxo luminoso que
atinge o plano de trabalho, ou seja, o plano para o qual pretendemos obter um
determinado nível médio de iluminância. Vamos começar com o fato da luz ser
refletida pelas superfícies do recinto, pois essa compreensão é o que nos dará
a base do entendimento do significado da tal cavidade zonal. Os materiais e
cores das superfícies de um recinto refletem a luz diferentemente um dos
outros. Sua medida se faz pelo Coeficiente de Reflexão que é a relação entre o fluxo luminoso refletido pelo fluxo luminoso incidente. Esses
coeficientes são normalmente encontrados em tabelas, cujos valores são função
das cores e materiais utilizados (Tabela 1). Suponhamos que o teto seja
pintado de branco e seu coeficiente de reflexão (refletância base) seja 50%.
Isso significa que 50% do fluxo luminoso é refletido e os outros 50% serão
absorvidos pelo teto. Suponhamos também que as paredes sejam pintadas de
cinza-claro com correspondente refletância base de 55%. Se a montagem da luminária
for no teto a refletância será os mesmos 50% pois o teto coincide com o plano
das luminárias. E se o teto estiver a uns Nesse ponto você começa a
perceber a influência que as dimensões dos espaços (cavidades) entre os planos teto-luminárias e plano de trabalho-piso têm no fluxo refletido. Esses novos valores
corrigidos para as refletâncias base serão chamados de refletância efetiva da cavidade do teto (ρc) e refletância efetiva da cavidade do piso (ρp).
Para o espaço (cavidade) do recinto,
ou seja, entre o plano das luminárias e o plano de trabalho não haverá
necessidade de corrigir a refletância base da parede. O coeficiente a ser usado
nas tabelas é aquele correspondente às próprias refletâncias típicas obtidas em
função das cores e materiais da parede. Para o exemplo acima de teto
com refletância 50%, parede com refletância 55% e, após calcular um índice (índice da cavidade do teto) função das
dimensões do espaço entre o teto e o plano das luminárias, obtém-se pela
consulta direta de gráficos um valor efetivo da refletância da cavidade do teto
de (por exemplo) 30%. Se não entendeu o exemplo não se preocupe, basta saber
que as cavidades do teto e do piso apresentam uma refletância efetiva obtida
como função da refletância (base) das paredes, teto e piso e dimensões da respectiva
cavidade. O conhecimento dos valores
das refletâncias efetivas das cavidades do teto e piso bem como do índice da
cavidade do recinto tem como finalidade obter dos catálogos de luminárias dos
fabricantes um fator conhecido por Fator de Utilização da luminária (FU). Esse
fator representa, portanto, a eficiência luminosa do conjunto
lâmpada-luminária-recinto. Tendo compreendido tudo o
que foi dito, agora sim, podemos calcular o número de lâmpadas com mais
exatidão considerando todos os efeitos que provocam uma diminuição do fluxo
luminoso que chega ao plano de trabalho. Em nosso exemplo inicial de se obter
uma iluminância média de 450 lux, devemos dividir 450 por um fator (F) que leve
em conta todos os efeitos (f) que provoquem essa diminuição, ou seja, F=f1xf2xf3xf4x.....
Se o valor de for F=0.485 então o número de lâmpadas será Que eficiência luminosa,
não? 50% do fluxo luminoso das lâmpadas
são para atender o nível de iluminamento exigido; os outros 50% são perdidos.
Isso sem falar no gasto em energia elétrica. Portanto, pense, pesquise e analise o que se
pode fazer para executar um bom projeto do ponto de vista técnico-econômico.
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