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Cálculo do
tempo de partida de motores de indução Autor: Paulo Eduardo Mota
Pellegrino – julho/2006 IntroduçãoO presente trabalho
apresenta uma metodologia para cálculo do tempo de partida de motores cujos
resultados são normalmente utilizados para ajustes da proteção ou algum estudo
particular do sistema de potência. A metodologia utilizada
calcula um fator expoente para a corrente e outro para o torque, que melhor
descreva a performance do motor nas condições de tensão reduzida. Ou seja, o
método inclui a hipótese normalmente aceita de que o torque varia com o
quadrado da tensão bem como utiliza o resultado dos ensaios com tensão reduzida
para calcular com mais precisão o tempo de partida. Para uma melhor compreensão
dessa metodologia usaremos como exemplo um caso prático normalmente encontrado
e que consiste de um motor acionando uma carga polia-ventilador. No exemplo
inclui-se o cálculo do tempo de aceleração considerando tensão de 100% e 80%
aplicada no motor. O cálculo do tempo de
aceleração sob diferentes tensões nos terminais do motor requer um recálculo do
torque do motor e torque de aceleração. Definir um procedimento de cálculo pode
minimizar o impacto que este requisito acarreta, com conseqüente redução no
tempo gasto para efetuar os cálculos e redução do erro potencial. São também apresentadas as
equações que descrevem a performance do motor e suas relações com os parâmetros
do motor, usadas para calcular o tempo de aceleração. Também são apresentadas
as equações para “referir” os dados de uma carga acionada por polia para o eixo
do motor. Equação dos motoresA equação geral do tempo (t)
de aceleração é:
Wk2 = inércia do
motor+carga (lb-ft2) RPM = velocidade do motor
(rpm) Tn = torque de
aceleração (lb-ft) As curvas torque-velocidade da
carga e do motor são divididas em incrementos da ordem de 10% da velocidade do
motor (∆ RPM) e o torque médio
de cada incremento (TnM para cada ∆ RPM) será usado no cálculo do tempo de aceleração (ta):
Como nosso exemplo consiste
de uma carga polia-ventilador, a inércia equivalente da carga deverá estar
referida ao acionador principal. A inércia do equipamento acionador (acionado
por polias) estará referida ao eixo do motor pela equação:
Do mesmo modo, o torque do
equipamento acionado por polias estará referido ao eixo do motor pela equação:
Por norma as placas de
identificação dos motores devem conter no mínimo os seguintes dados: Tensão (V) Potência nominal (HP) Velocidade nominal (rpm) Corrente nominal (I) Corrente de rotor bloqueado
(IRB) Fator de potência (FP) Esses dados, juntamente com
as curvas do motor, devem ser fornecidos com o motor. Outros dados como a
performance do motor quando submetido à tensões reduzidas também devem ser
fornecidos caso sejam solicitados na especificação de compra do motor. A relação entre potência e
torque é dada pela equação:
Os fabricantes de motores
fornecem as seguintes informações prováveis de ocorrer como conseqüência da
variação de tensão:
O IEEE Std-112 permite que a
performance do motor seja determinada com base em testes feitos com tensão
reduzida. A norma diz “...deve-se reconhecer que devido à saturação do caminho
que produz o fluxo de dispersão, a corrente pode aumentar por uma razão (fator)
maior que a relação das tensões; e o torque pode aumentar por uma razão maior
que o quadrado da relação das tensões. A razão depende do projeto; contudo,
como primeira aproximação, a corrente é calculada como variando diretamente com
a tensão e o torque com o quadrado da tensão...”. Os fabricantes que utilizam
esse método geralmente usam valores mais exatos, e que consiste em determinar a
variação da corrente e torque com a tensão. Os resultados dos testes com tensão
reduzida são traçados em gráficos de coordenadas log-log e corrigidas para a
tensão nominal e ajustando a curva por regressão pelo método dos mínimos
quadrados. Isto resulta na determinação das razões: expoente do torque e da
corrente do motor. O expoente do torque é
calculado usando o torque de rotor bloqueado nas tensões nominal e reduzida:
tn= tensão nominal tr= tensão reduzida As curvas de performance do
motor podem ser usadas para calcular os parâmetros do motor com tensão
reduzida, como abaixo:
onde: Tv1= torque na
tensão V1 Tv2= torque na
tensão V2 Tv1 e V1
são usualmente extrapolados dos dados de performance, ou seja, lidos da curva
de performance. A relação do expoente da
corrente é calculada usando-se a corrente de rotor bloqueado à plena tensão e à
tensão reduzida como segue:
As curvas de performance do
motor podem ser usadas para calcular os parâmetros do motor em tensão reduzida,
como segue: Onde: Iv1= corrente na
tensão V1 Iv2= corrente na tensão
V2 Iv1 e V1
são usualmente extrapolados dos dados de performance, ou seja, lidos
diretamente da curva de performance. As equações 8 e 9 são usadas para calcular
a corrente em tensão reduzida para os pontos: rotor bloqueado, pull up e breakdown. Isto é resultado direto do fato de que o motor exibe
característica de “impedância constante” enquanto partindo e uma característica
“Kva constante” em rotação. Usando-se a equação abaixo
pode-se perceber a característica “Kva constante”:
Quando não se dispuser dos
resultados de testes, pode-se usar os valores 2.2 para a razão expoente do
torque e 1.1 para a razão expoente da corrente. Equação dos ventiladores.......... .......... .......... .......... Exemplo de cálculo do tempo de aceleração do motor........... .......... .......... Solicite sua cópia (digitalizada) pelo valor de R$ 15,00 do texto completo (12 folhas-frente) pelo e-mail: |