|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
Capacidade
de interrupção de curto circuito de
disjuntores
termomagnéticos: custo x técnica?
|
|
|
|
|
|
|
QGBT
Fasorial 2000 A - 50kA/240Vca norma
NEMA
|
|
|
Você não é técnico nem engenheiro eletricista mas faz especificações
ou compra quadros elétricos? Ótimo, este breve artigo é para você!!
Mesmo se você for da área elétrica, leia com atenção estas dicas,
pois nunca é demais ler nem aprender o que a prática, a necessidade
e a responsabilidade nos ensinam.
A capacidade de curto circuito dos disjuntores de proteção nem
sempre consta dos projetos elétricos que manuseamos diariamente, ou
por desconhecimento dos seus autores, ou mesmo por negligência com
relação ao assunto, resultando em instalações falhas e
muito
perigosas,
mantendo, para piorar, uma total "aparência" de que
são corretas
|
|
|
|
|
|
A capacidade de interrupção de um disjuntor representa o valor
máximo da
corrente de curto circuito
(Icc) que o fabricante
do disjuntor assegura que o mesmo pode suportar sem sofrer avarias.
Se tais valores forem superados na ocorrência de um curto circuito,
o respectivo disjuntor de proteção, ao invés de manter a integridade
da instalação, poderá aumentar os danos físicos e conseqüentemente
as despesas com o conserto dos estragos ocorridos. Resumindo: o
disjuntor poderá colar seus terminais mantendo a destruidora
corrente de curto circuito ou, até mesmo, "explodir". Algum leitor
pode dizer:
p;
-Ah! Isto para mim não quer dizer nada, pois eu só especifico e
compro disjuntores da marca "X" que é uma das melhores do mercado.
Com certeza estou protegido!!
Ledo engano! O leitor que tem, até agora, esta opinião, corre um
sério risco de ser responsabilizado civil e até criminalmente no
caso da ocorrência de um sinistro devido ao seu desconhecimento
técnico. Além do que, não pode reclamar quando seus filhos pedem
roupas ou tênis de grife, pois têm para quem puxar!
O
Inmetro
avalia e certifica os disjuntores, devendo ser consultado sempre que
necessário (www.inmetro.gov.br canto inferior direito: "produtos e
serviços com conformidade avaliada").
|
|
|
|
|
|
Disjuntores
da ABB com capacidade de interrupção de até 150kA em 240Vca
(Icu).
|
|
|
|
|
|
|
|
|
Você já percebeu que existem disjuntores de mesma corrente nominal
com diversas capacidades de interrupção, dimensões iguais (ou não) e
diversos preços, de um mesmo fabricante? Ah! Você só especifica e
compra o "mais barato"? Pois então repare:
A
título de exemplo vamos considerar os seguintes disjuntores da
General Eletric padrão NEMA, todos de 70A
tripolares:
Ex.:Mod. TQC
5kA/220V R$
47,49
Mod. THQC
10kA/220V R$
58,64
Mod. THHQC
22kA/220V R$
77,78
Mod. TED
25kA/240V R$ 127,58
Mod. THED 65kA/240V
R$ 200,77
Fonte: GE Sist. Industriais - Lista
dez/02.
Para tensões diferentes de trabalho como 380V ou 440V, a Icc do
mesmo modelo de disjuntor pode ser diferente.
Fique atento e
consulte o catálogo do fabricante!!!
-Puxa vida! São todos tripolares de 70 A e o preço
varia de R$ 47,49 a R$ 200,77?
Sim, isso mesmo! Repare
também que o preço sobe a medida que a capacidade de interrupção
aumenta por questões óbvias (o disjuntor tem que ser mais
robusto).
-E quando, portanto,
devo usar um ou outro?
|
|
Aparentemente todos disjuntores tripolares de 63 A muito parecidos
não é mesmo? Pois bem, temos aqui disjuntores das linhas S63C,
S253C, S273C e S283C, todos da ABB com capacidade de interrupção
crescentes,
com preços de lista entre R$ 87,37 até
R$ 642,63.
Será que se você precisar do S283C não estará
comprando o S63C e achando que fez um bom
negócio?
|
|
|
|
|
|
Cobre do seu projetista elétrico a determinação da Icc com a
referida norma que foi seguida e com o devido memorial de cálculo
para cada ponto em que houver quadro elétrico na sua instalação. Se
não houver indicação da Icc no projeto, cada proponente orçará
logicamente o disjuntor com menor capacidade de interrupção do
mercado, pois via de regra é o mais barato.
Adiantamos que a
corrente de curto circuito depende do transformador que alimenta a
instalação (ou o transformador da sua cabine primária, ou o que está
no poste da Concessionária de energia elétrica) e do comprimento dos
cabos desde o seu quadro elétrico até este transformador. Quanto
mais longe estiver o quadro elétrico do transformador da instalação,
menor será o valor da Icc neste quadro. Desta forma,
o cálculo de Icc para cada quadro da sua
instalação pode economizar DINHEIRO no seu bolso
, pois o
seu quadro geral pode exigir por exemplo 25kA/220Vca, mas os demais
podem exigir apenas 5kA/220Vca.
Um ponto importante é
que
o valor da Icc calculado para
um quadro deve ser considerado tanto para o disjuntor geral quanto
para os parciais
. Se seu projetista calcular a Icc de um
quadro em 8kA, mandar colocar um disjuntor geral de 10kA e
disjuntores parciais (de saída) de 5kA, significa que, em caso de
curto circuito, o disjuntor de saída que sofreu o curto pode ser
danificado, desligando então o disjuntor geral do quadro, que
derrubará todas as cargas alimentadas neste quadro e não
apenas onde houve o curto circuito. Questione-o!!!
Apresentamos a seguir os
piores casos de correntes de curto circuito em função da potência
dos transformadores que alimentam as instalações. Se o caso for de
uma residência ou um pequeno comércio cuja potência instalada seja
de até 20kW, considere a primeira ou segunda linha da
tabela.
|
|
|
Icc = 29,2kA
Trafo
alimentador 500kVA
|
|
|
Icc =
25,0kA
Quadro Geral
(QG)
alimentado
pelo trafo
|
|
|
Icc = 25,0kA para disjuntor geral e
parciais
|
|
|
|
|
Icc = 18,0 kA
Quadros
"primários" (QPs)
alimentados pelo QG
20m de
cabos até QG
|
|
|
Icc = 18,0kA para disjuntor geral e
parciais
|
|
|
|
|
Icc = 5kA
Quadros
"secundários"
alimentados pelos QPs
20m de cabo até os QPs
Icc = 5,0kA para disjuntor geral e
parciais
|
|
|
|
(Os
valores de Icc estão aqui indicados a título de
exemplo).
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
A tabela refere-se a transformadores de força trifásicos mais neutro
aterrado, com tensão de saída de 220/127V.
Potência
(kVA) Corrente Nominal
(A) Icc (kA)
|
|
30
45
75
112,5
150
225
300
500
750
1000
1500
|
|
79
118
197
295
394
590
787
1312
1968
2624
3936
|
|
2,3
3,4
5,6
8,4
11,3
13,1
17,5
29,2
39,4
52,5
65,0
|
|
p;
Fonte:
WEG Indústrias S/A
|
|
|
|
|
|
-Legal, adoro tabela! Agora já sei tudo que preciso sobre corrente
de curto circuito! Ninguém mais me passa a
perna!
Muito pelo contrário! Há
diversos outros fatores a serem considerados, o que não é o objetivo
deste artigo. Trataremos apenas de mais um deles: a norma que será
seguida pelo projeto, sob as recomendações da qual os disjuntores
são fabricados e testados. Temos:
-IEC 60.898 - Instalações manipuladas por leigos - residências,
comércios, escritórios, pequenas indústrias.
-IEC 60.947-2 -
Instalações manipuladas por profissionais - médias e grandes
indústrias, edifícios com pessoal qualificado.
As normas acima,
em
geral,
são para disjuntores padrão DIN (os de cor branca). Há
também os disjuntores padrão NEMA (os de cor preta). Fique atento,
pois
um mesmo disjuntor tem
capacidades de interrupção diferentes segundo a norma que tiver que
ser seguida!!! Consulte sempre o catálogo do
fabricante.
Agora vamos entender a base do cálculo da
Icc.
Lei de ohm: I=U/R, onde I é a corrente do circuito em Amperes, U a
tensão em Volts e R a resistência do circuito em Ohms.
Quando ocorre uma falta
(curto circuito) a resistência (impedância) da carga alimentada
antes da ocorrência do curto fica fora
do circuito - o R da Lei de Ohm tende a "zero" -
porque houve uma conexão direta de uma das fases para a terra, ou
entre as fases, "excluindo" a carga do circuito.
Assim, na lei de Ohm, se
R tender a zero, Icc tenderá ao infinito, ou seja, aumentará
muito, pois a tensão é constante! A única "carga" que permanecerá no
circuito será a "resistência" (para os que são da área elétrica,
leiam impedância) dos contatos dos equipamentos e dos cabos que
estiverem instalados entre o transformador e o ponto em que ocorreu
o curto circuito.
|
|
Deste modo, quanto mais perto do transformador ocorrer o curto,
menor o comprimento dos cabos entre a fonte de energia, que é o
trafo, até o ponto do curto circuito e, conseqüentemente, menor
"resistência" para a passagem de corrente (cabos curtos = menor
"resistência"), resultando numa maior corrente de curto
circuito.
Veja a fórmula, quanto menor o valor de R, maior fica o valor de Icc
(a tensão é fixa, p.ex: 220V)
OU
SEJA
: um disjuntor de apenas 10 A para iluminação de
uma cabine primária que tem um trafo de 500kVA, disjuntor este
interno ao Quadro Geral de Baixa Tensão bem próximo a tal trafo,
terá sim que suportar uma Icc próxima de 29,2kA (conforme tabela
acima).
Interessante, não? A quantidade de carga alimentada pelo disjuntor
não tem nada a ver com Icc, mas sim a distância entre o ponto da
falta (o curto) e a fonte (o trafo). Quando me refiro a uma
distância maior, subentenda-se maior
impedância.
Espero
ter esclarecido alguns pontos chaves do assunto de maneira didática
e direta, para que o leitor tenha um conhecimento genérico do tema e
possa aplicá-lo de forma prática e intuitiva no seu
dia-a-dia
Dê
também sua dica ou sugestão! Queremos sua
participação!
p;
Otoil de
Araujo
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
Rua Sérgio Cardoso, 74 -
Vila Santo Estéfano - São Paulo - SP - CEP 04153-080
Fone:(11)
3711-3030 Fax:(11) 5058-1583
e-mail:
fasorial@terra.com.br
-
fasorial@fasorial.com.br
|
|
|
|
|
|
|
|
|